segunda-feira, 4 de julho de 2011

A Viagem de Thespis

DE 4 A 10 DE JULHO NA ESCOLA DE BELAS ARTES DA UFMG

 SEGUNDA A SEXTA ÀS 20H. SÁBADO E DOMINGO ÀS 19H.
OS CONVITES PODEM SER RETIRADOS NA PORTARIA DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM TEATRO/EBA-UFMG
Convites sujeitos à lotação de 200 pessoas – desaconselhável para menores de 14 anos – Em caso de chuva não haverá espetáculo.
Duração: 02 h.
Este espetáculo integra a programação do 43º Festival de Inverno da UFMG.

Atenção senhores passageiros!
Aviso de “Hermes” aos adoradores de Apolo (e a todos que esperam ver tudo bem ordenado e bem explicado!):
“Vocês estão adentrando os reinos oníricos de Dionísio. É imperativo que, antes de atravessar o portal, aceitem a loucura e o caos, pois só assim poderão desfrutar plenamente deste espetáculo.”

Viagem = deslocamento. Viagem = delírio. A História como inspiração e não como amarra. “O teatro nasceu do coro e ao coro voltará” (Ouvi de Amir Haddad em uma entrevista. Acredito nisto!). Viagem = Risco. Expectativa. Excesso e falta. Farra: Evoé, Baco.

Thespis, considerado o primeiro ator do Ocidente, por se destacar do coro e assumir o papel de protagonista, articula (desarticula?) momentos da História do Teatro ocidental levados à cena pelo projeto A VIAGEM DE THESPIS: história(s) do(s) teatro(s) em cena(s), que pretende realizar, a partir do caráter inerentemente agregador e transdisciplinar das Artes Cênicas, ações que integrem alunos e professores da Graduação em Teatro, das diversas áreas de conhecimento da Escola de Belas Artes, do Teatro Universitário, de outras Unidades da UFMG e colaboradores externos.

Viagem = encontros. Viagem = desencontros... reencontros. “Pintar, vestir / Virar uma aguardente / Para a próxima função / Rezar, cuspir / Surgir repentinamente / Na frente do telão / Mais um dia, mais uma cidade / Pra se apaixonar...”  (Obrigado, Chico Buarque. Com sua canção começamos a arrumar as malas.)
Como ponto de partida, a reunião de muitos em torno de um objetivo comum: A montagem, em quatro meses e praticamente sem recursos financeiros, de um espetáculo multimídia ao ar livre e com grande número de participantes. Creio que alcançamos os principais objetivos desta primeira etapa.

Viagem = o planejado. Viagem = o inesperado. Quem aprende? Quem ensina? Ensinamo-nos. “Todo ser humano é um ator porque age e um espectador porque observa. Teatro é isso: a arte de nós vermos e de nos vermos vendo.” (Assim disse Augusto Boal.) Evoé!

É preciso ressaltar que o projeto, mais do que um gerador de produtos é, principalmente, um catalisador de processos, um espaço de atrito produtivo entre técnicas, estéticas, conceitos, teorias, procedimentos, experiências, sensibilidades e visões de mundo... Enfim, um espaço de compartilhamento e de descobertas.

Viagem = supresas. Viagem = saudades. Momentos. Quimeras. Bem sabia Shakespeare: "Esses atores eram todos espíritos e dissiparam-se no ar, sim, no ar impalpável. Um dia, tal e qual a base ilusória desta visão, as altas torres envoltas em nuvens, os palácios, os templos solenes, e todo este imenso globo hão de sumir-se no ar como se deu com esse tênue espetáculo. Somos feitos da mesma substância dos sonhos e, entre um sono e outro, decorre a nossa curta existência." Viagem = ..........................?
A.H.

Em tempo: a viagem continuará e pretende publicar as reflexões sobre o projeto como um todo e, é claro, sobre o espetáculo. Se você, caro viajante, se sentir motivado a escrever, envie o seu texto paraaviagemdethespis@gmail.com

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A viagem de Thespis: História(s) do Teatro em Cena(s)
Contato: aviagemdethespis@gmail.com
Blog: http://aviagemdethespis.blogspot.com
Twitter: www.twitter.com/viagemthespis