domingo, 19 de fevereiro de 2012

Relatório sobre participação do Grêmio nos Seminários da EBAP: Desafios e Perspectivas

Dos dois dias que teve o seminário, consegui ir na do dia 8/2 na parte da tarde e no dia 9/2 pela manha.

A do dia 8 teve vários plenários acontecendo na mesma hora nas salas do Centro Teatro Universitário terminando com um plenário final reunindo todos os grupos e suas ideias, o que fui, foi:

Arte e Cultura na escola

Nessa, os professores das escolas T.U. (Rogério e Denise), Coltec e CP, levantaram os problemas que estão tendo nessa área. Está reunião teve professores das artes e outras áreas como matemática, Filosofia e Geografia, chegando a um total de 16 pessoas.
Como por exemplo o Coltec só tem 80 hrs de aula de arte em todo o ensino.
No CP não teve substituto para vaga de música por causa da política da UFMG de não contratar substitutos, o que resultou na ocupação da sala de música para atividades normais de aula. Também tem o fato do crescimentos da carga horário por conta dos alunos integrais, o que resultou numa carga horária baixa para 30 alunos quando na verdade o ideal seria para 15 alunos.
Sobre o T.U. foi indagada a situação da escola ter sido transferida para um puxadinho e não para um prédio único.
Reclamaram que no fórum da parte da manha não deixaram comentar coisas relativas as artes, alegando que já teria outro seminário para isso, no qual só estaria presente pessoas da arte e que tem afinidade com ela, ou seja, todos que sabem dos problemas, quando o ideal seria levar os problemas para que instituição soubesse.

Algumas colocações que achei interessante

-A comunidade universitária preocupa apenas com índices, mas como fazer ela entender que as artes é fundamental na educação?
-A arte serve apenas como discurso humanista e não como conteúdo e mecanismo para se fazer uma disciplina.
-Mediante aos problemas não podemos nos entregar, pois é ai que realmente nos engolem
-Em uma reunião de diferentes professores foi se perguntado; qual é a melhor forma de dar aula? e todos responderam em comum, que era através do Lúdico (Lúdico = Arte)
-O que impera na EBAP é o paradigma quantitativo, o que deveria ser pelo menos para as artes de qualificativo, pois trabalha o indivíduo e não a massa.
-Não dá para haver processo criativo em uma matéria de artes com uma carga horaria pequena e muitos alunos, Criar é um processo que necessita um certo relaxamento e não essa pressão que ocorre.

Logo depois discutiram quais seriam as colocações que levariam para para o Plenário Final, as quais se destacaram;
-Foi-se constatado que as grandes dificuldades estão na diminuição de disciplinas e espaços de artes.
-Integração das 3 escolas através de projetos em conjunto.
-Transformar a integração das escolas da EBAP em projeto de ensino.
-Falta de reconhecimento dos professores da área
-Poucas condições de trabalho

*Achei super interessante que inesperadamente o professor Rogério entrou no plenário final de Mascara de velho, e dentro do personagem disse todos os pontos anteriores e ressaltou que "devemos encontrar a poesia que vive dentro de nós e permitir que os alunos encontrem ela junto com a escola no fazer didático". Achei incrível como esse processo realmente sensibilizou todos do plenário, para mim, foi um grande exemplo de como podemos influenciar o mundo utilizando a arte de forma positiva.

A do dia 9 pela manha foi no auditório da FAE e estavam presentes muitos professores das 3 escolas, no qual o titulo era:

Avaliação Escolar; Que indicadores temos e em que é possível avançar?

Entre os pontos colocados, destaco os seguintes:

-Elaboração de provas com base nos erros típicos dos alunos.
-Discurso do Tarsísio em referencia ao T.U. "Nas avaliações nossa preocupação não é no que o aluno aprendeu (não sabia e agora sabe) mas sim no que ele se transformou com o aprendizado. Que seja um ator com liberdade, participativo e crítico na sociedade."
-É preciso saber em relação ao ensino de onde quer partir e onde quer chegar.
-Saber reconhecer o que o aluno faz.

Abaixo segue o relato escrito pelo próprio Rogério.



Rogério Lopes escreveu:
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA E PROFISSIONAL
SEMINÁRIO
ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA E PROFISSIONAL NA UFMG: DESAFIOS E PERSPECTIVAS
RELATO DO GRUPO DE TRABALHO ARTE E CULTURA NA ESCOLA 
Estiveram presentes 16 professores de artes e outras áreas do CP, TU e COLTEC e um aluno do TU. Primeiro um professor de cada unidade fez uma breve apresentação do histórico das atividades de artes em suas respectivas escolas e uma contextualização da situação atual. Com isso, foi contatado que historicamente o espaço da arte e cultura tem sido constantemente reduzido, com a diminuição do corpo docente e do espaço e do tempo dedicado ao fazer artístico nestas escolas.
Algumas das indagações consideradas mais relevantes foram apresentadas em plenária: 
-Reconhecemos a arte a cultura como elemento formativo de nossos alunos? Se reconhecemos, como esse reconhecimento se materializa em nosso fazer pedagógico?
- Que condições existem ou faltam para efetivação desse fazer?
-É preciso, ousadamente, problematizar o lugar da arte na EBAP. Que lugar é esse? Uma das respostas possíveis a este questionamento seria que o papel da arte é o de relativizar e problematizar o paradigma tecnicista que submete o ser humano ao sistema de resultados, números e produtividade. 
PROPOSIÇÕES
- Criar um fórum para discutir arte e cultura na EBAP, composto por profissionais dos três centros, com vistas ao fortalecimento desse campo de conhecimentos nas unidades.
- Realizar intercâmbio e mostra de arte e cultura entre CP, COLTEC e TU.
- Realizar planejamento conjunto entre as áreas e entre os centros, em diálogo com a arte e cultura (projetos/ações).
- Aumentar intercâmbio com as diversas licenciaturas da área de artes da UFMG.
RESULTADO FINAL
Foi criada uma comissão formada pelos professores Roberson Nunes (CP), Rogério Lopes (TU) e José Eduardo Moreira (COLTEC), que será responsável por criar estratégias de planejamento conjunto e intercâmbio de projetos e ações na área de arte e cultura nos três centros de ensino.
BELO HORIZONTE, 8 DE FEVEREIRO DE 2012